Mesmo palco da primeira final da Libertadores, o estádio do Boca Juniors foi escolhido porque a casa do Tigre não atende à capacidade mínima de 40 mil lugares exigida pela Conmebol. Em tese, um fator benéfico aos brasileiros, já que não deverá estar lotado como nas decisões do clube xeneize, diferentemente também do que ocorreria se a partida fosse no campo do adversário, bem mais acanhado.
| São Paulo chega a mais uma final internacional, desta vez diante de um adversário pouco conhecido na América/Djalma Vassão/Gazeta Press |
"Isso preocupa bastante. Eles têm vários jogadores altos, acima de 1,88m e vão com bastante gente para a área. É natural da força que esse time demonstra", acrescenta o goleiro, vazado apenas duas vezes em oito jogos até aqui no torneio, ambas como visitante, nas oitavas, contra a LDU de Loja, e na semifinal, diante da Universidad Católica.
São Paulo chega a mais uma final internacional, desta vez diante de um adversário pouco conhecido na América
A final da Sul-americana é ainda a primeira que o clube disputa depois de seis anos – a última havia sido a Recopa de 2006, em que acabou derrotado pelo Boca. O fim do jejum pode vir em grande estilo. Quarto finalista brasileiro na história do torneio, o time do técnico Ney Franco pode repetir feito do Internacional de 2008 e ser o segundo campeão invicto. Até o momento, foram quatro vitórias e quatro empates.
Sem nenhum desfalque, principalmente por ter poupado os titulares da última rodada do Campeonato Brasileiro, no clássico contra o Corinthians, o São Paulo viajou com força máxima a Buenos Aires. Levou até o meia Cañete, que não está inscrito na competição, mas conhece bem a Bombonera por ter sido revelado pelo Boca.
Penúltimo colocado na Argentina, o Tigre também terá seus principais jogadores nesta quarta-feira. Dentre eles, Echeverría. O zagueiro de 1,92m, autor do gol da classificação no empate por 1 a 1 contra o Millonarios-COL, é um dos mais entusiasmados do elenco. "Para o São Paulo, será outra final, enquanto para a gente é a glória", destaca o defensor.
Para chegar à final, a equipe brasileira eliminou Bahia, LDU de Loja, Universidad de Chile (campeã da edição passada) e Universidad Católica. Já o quadro argentino passou por Argentinos Juniors, Deportivo Quito, Cerro Porteño e Millonarios.
FICHA TÉCNICA TIGRE-ARG X SÃO PAULO
Local: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 5 de dezembro de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Antonio Arias (PAR)
Assistentes: Rodney Aquino (PAR) e Darío Gaona (PAR)
TIGRE: Albil; Paparatto, Echeverría e Donatti; Galmarini, Gastón Díaz, Diego Ferreira e Orban; Botta; Diego Ftacla e Maggiolo
Técnico: Néstor Gorosito
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano
Técnico: Ney Franco
Fonte: Gazeta Esportiva
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